A Mars, gigante global de snacks, alimentos e cuidados para pets, anunciou o lançamento do Mars Protect the Peanut Plan, um programa de agrociência que investirá US$ 5 milhões para proteger a produção de amendoim contra os impactos das mudanças climáticas.
Ameaças crescentes à produção de amendoim
Segundo a empresa, o cultivo do amendoim enfrenta desafios cada vez maiores, como secas e enchentes extremas, pragas e doenças. Esses fatores resultam em perdas significativas, impedindo que cerca de 30% da produção chegue “da vagem ao prato”.
A Mars é uma das maiores compradoras globais de amendoim, adquirindo mais de 136 mil toneladas por ano para marcas icônicas como M&M’s e Snickers.
Histórico de investimento em pesquisa genética
O novo plano complementa os US$ 10 milhões já investidos pela companhia em pesquisas sobre amendoim, incluindo o mapeamento do genoma do amendoim, um trabalho que identificou mais de 2,5 bilhões de pares de DNA e foi disponibilizado como ciência de código aberto para todo o setor.
A Mars foi cofundadora da Peanut Genome Initiative, projeto que abriu caminho para novas variedades mais resistentes e sustentáveis.
Ciência para um amendoim mais resiliente
Com o Mars Protect the Peanut Plan, a empresa financiará técnicas baseadas em ciência genômica para desenvolver variedades de amendoim mais resistentes a pragas, doenças e às condições climáticas extremas.
Entre os projetos apoiados estão:
- Cultivo de variedades resistentes à seca e doenças, em parceria com a Universidade da Geórgia – Campus Tifton, o HudsonAlpha Institute for Biotechnology e o USDA Agricultural Research Service (ARS).
- Desenvolvimento de variedades resistentes a doenças em colaboração com o USDA ARS, o HudsonAlpha Institute e o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).
Inovação como estratégia de longo prazo
Amanda Davies, diretora de P&D, Compras e Sustentabilidade da Mars Snacking, destacou:
“Acreditamos que a Mars pode desempenhar um papel único como motor de inovação. Sabemos que o amendoim perfeito não será descoberto por acaso. Ele exigirá investimento de longo prazo, engenhosidade científica e dedicação dos nossos parceiros para transformar potencial em progresso — da estufa ao campo.”
Fonte: mars.com

Fernanda de Carvalho é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Mestre em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também estudou na Technische Universität München, Alemanha, onde cursou disciplinas do Mestrado em Manejo de Recursos Sustentáveis com ênfase em Silvicultura e Manejo de Vida Selvagem. Dedicou parte da sua carreira a projetos de Educação Ambiental e pesquisas relacionadas à Celulose e Papel. Trabalhou com Restauração Florestal e Formação Ambiental na Suzano S/A e como Consultora de Comunicação da Ocyan S/A. É conhecida no setor florestal pelos artigos publicados nos blogs Mata Nativa e Manda lá Ciência.