PL da Devastação: aprovado às escondidas e com graves consequências para o Brasil

Na madrugada desta quinta-feira (17), foi aprovado, quase às escondidas, o chamado PL da Devastação, que enfraquece de forma preocupante o licenciamento ambiental no Brasil. A votação ocorreu em horário estratégico, longe do olhar da sociedade, como quem sabe estar cometendo um grave erro.

O licenciamento ambiental sempre foi visto como a principal barreira contra a destruição ambiental e a impunidade de grandes empreendimentos. Para quem prioriza o lucro a qualquer custo, ele é “a pedra no sapato”, o obstáculo que impede obras e atividades sem a devida análise de risco. Agora, com a aprovação desse projeto, abre-se espaço para licenças automáticas, autodeclarações e menos rigor técnico, colocando em risco a segurança de comunidades, ecossistemas e economias inteiras.

O que acontece quando o licenciamento falha?

Mesmo com regras mais rígidas, o Brasil já presenciou tragédias ambientais de enormes proporções:

Todos esses casos tiveram licenças ambientais concedidas e, ainda assim, falharam por falta de fiscalização e rigor na análise dos riscos. Agora imagine com regras ainda mais brandas e licenciamento praticamente automático.

O que podemos esperar do afrouxamento do licenciamento?

Se com licenciamento rigoroso já tivemos tragédias, o que nos espera com um sistema frágil e permissivo?

O futuro pode ser ainda mais trágico

A flexibilização do licenciamento é, na prática, um convite para novos desastres ambientais. É permitir que tragédias como Mariana e Brumadinho não sejam exceções, mas se tornem cada vez mais frequentes.

A sociedade precisa entender: licenciamento ambiental não é burocracia. É prevenção. É salvar vidas, rios, florestas e economias inteiras. Sem ele, quem paga a conta são sempre as pessoas e o meio ambiente.