Entendendo o Mercado de Carbono: Durabilidade – Por quanto tempo o carbono pode permanecer fora da atmosfera? – Aula 10

O que é durabilidade no contexto da remoção de carbono?

A durabilidade (ou tempo de armazenamento) em projetos de Carbon Dioxide Removal (CDR) se refere à capacidade de manter o CO₂ armazenado fora da atmosfera por um longo período de tempo, idealmente por centenas ou milhares de anos.

Esse conceito é essencial para avaliar a integridade e a eficácia de um projeto de remoção, já que uma remoção só é eficaz se o carbono não retornar à atmosfera.

Durabilidade vs. Permanência: qual a diferença?

Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, existe uma diferença importante:

TermoDefinição
DurabilidadeTempo durante o qual o CO₂ permanecerá sequestrado em determinado meio de armazenamento.
PermanênciaCondição ideal onde o CO₂ nunca mais retorna à atmosfera, implicando em segurança total.

Três categorias de durabilidade

A durabilidade das remoções pode ser dividida em três faixas temporais:

Projetos com alta durabilidade oferecem benefícios climáticos de longo prazo e maior confiabilidade, sendo mais valorizados no mercado voluntário de carbono e, futuramente, em mercados regulados.

Por que a durabilidade importa?

Projetos com maior durabilidade devem, mesmo assim, incluir estratégias de mitigação de risco, como garantias financeiras ou buffer pools, que ajudam a proteger contra perdas futuras de carbono.

Durabilidade por tipo de método CDR

Veja na tabela abaixo a durabilidade estimada dos 10 principais métodos de remoção de carbono, apresentados nas aulas anteriores:

Método CDRDurabilidade estimada
ReflorestamentoCurta: 50+ anos
Enterramento de biomassaMédia: 100+ anos
BiocharMédia: 100+ anos
MineralizaçãoLonga: 1.000+ anos
BECCSLonga: 1.000+ anos
DACCSLonga: 1.000+ anos
Intemperismo de rochas (ERW)Longa: 1.000+ anos
Captura direta do oceanoVariável, depende do meio
Alcalinização dos oceanosLonga: 1.000+ anos
Afundamento de biomassa marinhaVariável, depende do meio

📌 Nota: Métodos com “variável” dependem fortemente das condições de armazenamento e das tecnologias usadas, exigindo análise caso a caso.

Resumo da Aula 10

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O que vem a seguir?

Em breve, lançaremos o próximo módulo, que irá se aprofundar nos métodos de remoção de carbono (CDR), com foco nas tecnologias emergentes, potencial de escalabilidade, implicações socioambientais e os desafios regulatórios para sua adoção em larga escala.

Fique atento à publicação da próxima etapa aqui nesta mesma página. Siga o @portaldoesg no Instagram para ficar por dentro das atualizações.

Até lá, você pode revisar os conceitos, consultar os materiais complementares e refletir sobre como sua organização pode contribuir para um futuro neutro em carbono.

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