SBTi lança novo padrão Net Zero para o setor automotivo: consulta pública está aberta

A Science Based Targets initiative (SBTi) lançou o rascunho do padrão setorial Net Zero para o setor automotivo, com o objetivo de apoiar montadoras e fabricantes de autopeças na definição de metas climáticas baseadas na ciência. A nova diretriz estabelece critérios específicos para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em toda a cadeia de valor da indústria automotiva.

Transição para Net Zero no setor automotivo

Criada em 2015, a SBTi é uma das principais iniciativas globais voltadas à descarbonização corporativa. A organização oferece suporte técnico, validação independente e promove as melhores práticas para empresas que desejam alinhar suas metas ambientais ao Acordo de Paris.

O novo padrão Net Zero automotivo se soma a uma série de guias setoriais em desenvolvimento voltados a setores de alto impacto, como aviação, construção civil, cimento, química e agricultura.

Critérios específicos para montadoras e fabricantes de peças

O rascunho do novo padrão está alinhado à versão 2.0 do Padrão Corporativo Net Zero da SBTi, atualmente em atualização, mas inclui elementos próprios para o setor automotivo. Entre os principais pontos estão:

Segundo a SBTi, o setor automotivo responde por mais de 20% das emissões globais de GEE causadas pelo homem, sendo também altamente exposto a riscos climáticos, como interrupções na cadeia de suprimentos e pressões regulatórias e de investidores.

Consulta pública e próximos passos

Junto ao lançamento do rascunho, a SBTi abriu uma consulta pública internacional para receber contribuições sobre diversos temas, como:

“Descarbonizar o transporte rodoviário é essencial para alcançarmos as metas globais de emissões líquidas zero. O setor automotivo tem papel fundamental nessa transição, com grandes oportunidades de inovação e valorização junto ao consumidor”, afirmou Karl Downey, chefe de padrões setoriais da SBTi.

Segundo Downey, o engajamento de stakeholders é crucial para que o padrão final seja robusto, ambicioso e viável, contribuindo com a aceleração da transição energética no transporte e com a competitividade das empresas automotivas em um mercado em transformação.