Organizações que representam povos indígenas e povos e comunidades tradicionais da Amazônia Legal podem concorrer a até R$ 650 mil para desenvolver projetos socioambientais. O prazo para envio das propostas ao Edital de Apoio a Projetos Locais nº 01/2026, do Projeto Floresta+ Amazônia, foi prorrogado até 21 de setembro de 2026.
A chamada pública prevê a seleção de até 14 projetos voltados à gestão ambiental e territorial, conservação da biodiversidade, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. As iniciativas selecionadas serão executadas ao longo de 2027, com duração máxima de 12 meses.
Os recursos variam de R$ 200 mil a R$ 650 mil por projeto, dependendo da abrangência da proposta.
Quem pode participar do edital Floresta+ Amazônia?
O edital é destinado a organizações da sociedade civil e organizações não governamentais sem fins lucrativos, legalmente constituídas há pelo menos três anos e representativas das comunidades beneficiárias.
As propostas precisam ser desenvolvidas em uma das sete localidades prioritárias estabelecidas pela chamada:
- Maranhão;
- Tocantins;
- Mato Grosso;
- Rondônia;
- zona litorânea do Amapá e Pará;
- Arquipélago do Marajó, no Pará;
- municípios do Lavrado de Roraima.
O edital permite ainda parcerias com instituições públicas, organizações de pesquisa e outros atores locais, conforme as regras estabelecidas na chamada.
Quanto cada projeto pode receber?
O Floresta+ Amazônia estabeleceu duas faixas de financiamento.
Projetos que atuem em um eixo temático podem solicitar entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. Já propostas que integrem até dois eixos temáticos podem receber entre R$ 301 mil e R$ 650 mil.
Ao todo, poderão ser selecionados até 14 projetos, com limite de duas propostas por localidade prioritária.
Quais tipos de projetos podem receber recursos?
As oportunidades abrangem diferentes frentes relacionadas à sustentabilidade, conservação ambiental, desenvolvimento comunitário e enfrentamento às mudanças climáticas.
Entre as atividades que podem integrar os projetos estão sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas, formação e organização de brigadas comunitárias de combate a incêndios, melhoria de infraestrutura comunitária, valorização de conhecimentos tradicionais e elaboração de instrumentos de gestão territorial e ambiental.
Também estão previstas iniciativas de educação ambiental, produção de materiais educativos e comunicação comunitária, além de ações destinadas à geração de renda sustentável.
Os projetos podem contemplar três grandes eixos temáticos: práticas produtivas sustentáveis relacionadas à sociobiodiversidade; enfrentamento às mudanças climáticas e às desigualdades socioambientais; e valorização de práticas socioculturais, comunicação comunitária e educação ambiental. Este último eixo também pode incluir iniciativas relacionadas à proteção das mulheres e da primeira infância.
Floresta+ Amazônia: inscrições vão até 21 de setembro
As organizações interessadas têm até 21 de setembro de 2026 para apresentar suas propostas. Como o prazo está próximo, é importante consultar o edital completo para verificar critérios de elegibilidade, documentação exigida e regras para elaboração e submissão dos projetos.
Acesse o edital completo do Floresta+ Amazônia
A prorrogação do prazo foi anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em 4 de setembro.
Confira o anúncio oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Descrição
Edital: Apoio a Projetos Locais nº 01/2026 – Modalidade Comunidades do Projeto Floresta+ Amazônia
Público-alvo: organizações representativas de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais
Valor dos projetos: de R$ 200 mil a R$ 650 mil
Número de projetos: até 14
Prazo para inscrição: 21 de setembro de 2026
Execução dos projetos: ao longo de 2027, com duração máxima de 12 meses
Abrangência: localidades prioritárias da Amazônia Legal

Fernanda de Carvalho é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Mestre em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também estudou na Technische Universität München, Alemanha, onde cursou disciplinas do Mestrado em Manejo de Recursos Sustentáveis com ênfase em Silvicultura e Manejo de Vida Selvagem. Dedicou parte da sua carreira a projetos de Educação Ambiental e pesquisas relacionadas à Celulose e Papel. Trabalhou com Restauração Florestal e Formação Ambiental na Suzano S/A e como Consultora de Comunicação da Ocyan S/A. É conhecida no setor florestal pelos artigos publicados nos blogs Mata Nativa e Manda lá Ciência.