Reunião online vai discutir condições climáticas, secas, inundações, risco de incêndios e possíveis impactos de eventos extremos em atividades estratégicas para o país
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) realiza nesta quinta-feira (8) mais uma edição da Reunião Mensal de Avaliação e Previsão de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil.
O encontro será realizado a partir das 14h30, com transmissão online, e apresentará informações sobre as condições observadas no país e perspectivas para os próximos meses.
A reunião ganha importância em um momento de atenção para o comportamento do clima durante a primavera. O prognóstico climático elaborado por INMET, INPE e Funceme prevê temperaturas acima da média em grande parte do Brasil entre outubro e dezembro de 2026, além de diferenças importantes na distribuição das chuvas entre as regiões.
Link da reunião: https://www.youtube.com/live/8TFQA9X6YKs
O que será apresentado pelo Cemaden?
As reuniões mensais reúnem informações de monitoramento e previsão para avaliar como condições hidroclimáticas podem afetar diferentes regiões e setores do país.
Entre os temas acompanhados estão secas, inundações, condições associadas ao risco de fogo e outros extremos hidroclimáticos, além dos possíveis impactos sobre atividades estratégicas.
A análise permite não apenas observar o que aconteceu nas últimas semanas, mas também antecipar situações que podem exigir maior atenção nos meses seguintes.
Primavera exige atenção para extremos diferentes pelo país
O cenário climático para os últimos três meses de 2026 não é uniforme. Segundo o prognóstico para outubro, novembro e dezembro, há previsão de chuva acima da média em boa parte da Região Sul, além de áreas de Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em contrapartida, a previsão aponta chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, em Mato Grosso e na região do Matopiba. Em algumas áreas do Norte, o déficit de precipitação no trimestre pode chegar a 200 milímetros.
As temperaturas, por sua vez, devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional, podendo superar a média histórica em cerca de 1 °C em algumas regiões.
Essa combinação ajuda a explicar por que o acompanhamento dos extremos é importante: enquanto determinadas áreas podem enfrentar episódios de chuva intensa e inundações, outras podem permanecer sob condições de déficit hídrico e maior vulnerabilidade à seca e ao fogo.
Por que acompanhar essas previsões?
Eventos climáticos extremos têm consequências que vão além do meio ambiente. Secas prolongadas, chuvas intensas, inundações e ondas de calor podem afetar agricultura, disponibilidade de água, geração de energia, infraestrutura, transportes e a população.
Por isso, previsões e cenários produzidos por instituições como o Cemaden podem subsidiar ações de prevenção e preparação para desastres, além do planejamento de setores estratégicos.
Como acompanhar a reunião do Cemaden?
A Reunião Mensal de Avaliação e Previsão de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil acontece nesta quinta-feira, 8 de outubro, a partir das 14h30.
A participação pode ser feita de forma online, por meio da transmissão divulgada pelo Cemaden.
Data: 8 de outubro de 2026
Horário: a partir das 14h30
Formato: online
Tema: avaliação e previsão de impactos de extremos hidro-geo-climáticos no Brasil
Link: https://www.youtube.com/live/8TFQA9X6YKs
A programação é uma oportunidade para acompanhar diretamente as análises dos especialistas e entender quais condições climáticas merecem maior atenção no país nos próximos meses.

Fernanda de Carvalho é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Mestre em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também estudou na Technische Universität München, Alemanha, onde cursou disciplinas do Mestrado em Manejo de Recursos Sustentáveis com ênfase em Silvicultura e Manejo de Vida Selvagem. Dedicou parte da sua carreira a projetos de Educação Ambiental e pesquisas relacionadas à Celulose e Papel. Trabalhou com Restauração Florestal e Formação Ambiental na Suzano S/A e como Consultora de Comunicação da Ocyan S/A. É conhecida no setor florestal pelos artigos publicados nos blogs Mata Nativa e Manda lá Ciência.