Durante muito tempo, falar em 1,5°C de aquecimento global pareceu tratar de uma diferença pequena demais para ser percebida no cotidiano. Afinal, uma variação de um grau e meio pode parecer irrelevante diante das oscilações de temperatura que uma pessoa experimenta ao longo de um único dia. O problema é que 1,5°C de aquecimento global não significa que todos os lugares da Terra ficarão apenas 1,5°C mais quentes. Trata-se de uma alteração na temperatura média do sistema climático, capaz de modificar a frequência e a intensidade de extremos de calor, alterar padrões de precipitação, acelerar o aumento do nível do mar, pressionar ecossistemas e ampliar riscos para a produção de alimentos, a disponibilidade de água e a saúde humana. [1]
Mais importante: os efeitos não aparecem apenas quando um determinado número é atingido. Cada fração adicional de aquecimento aumenta os riscos. A diferença entre 1,5°C e 2°C, portanto, não é uma fronteira entre um mundo seguro e outro perigoso, mas representa uma ampliação significativa dos impactos. O relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre 1,5°C já demonstrava que os riscos são maiores em 1,5°C do que no clima atual e aumentam ainda mais em 2°C. [2]
1,5°C não significa que cada lugar ficará 1,5°C mais quente
Antes de entender os impactos, é fundamental esclarecer o que significa esse número.
Quando cientistas falam em 1,5°C de aquecimento global, estão se referindo à elevação da temperatura média da superfície do planeta em relação ao período pré-industrial, normalmente representado pelo intervalo de 1850-1900. Essa média combina regiões continentais e oceânicas e diferentes estações do ano. [2]
Isso significa que o aquecimento não será distribuído de maneira uniforme. Algumas áreas aquecem muito mais rapidamente que a média global. O próprio IPCC aponta que, em determinadas regiões terrestres e estações, o aumento da temperatura pode ser de duas a três vezes superior ao aumento da média global. Os extremos de calor também aumentam de maneira desproporcional. [2]
Essa distinção ajuda a compreender por que 1,5°C de aquecimento global pode produzir ondas de calor muito superiores a 1,5°C em determinadas cidades.
Além disso, é importante não confundir um ano isolado acima de 1,5°C com o momento em que o planeta ultrapassa definitivamente a meta climática do Acordo de Paris. O objetivo de 1,5°C é avaliado em relação a uma média de longo prazo, e não simplesmente pela temperatura registrada em um único ano. [1]
Essa diferença tornou-se particularmente importante nos últimos anos. O estudo Indicators of Global Climate Change 2024, publicado em Earth System Science Data, estimou que a temperatura média global observada em 2024 ficou em aproximadamente 1,52°C acima de 1850-1900, enquanto o aquecimento atribuído à ação humana foi estimado em 1,36°C. A diferença está relacionada à variabilidade natural do sistema climático, incluindo a influência do El Niño. Para a década de 2015-2024, o aquecimento observado foi estimado em 1,24°C, dos quais 1,22°C foram atribuídos à atividade humana. [1]
Portanto, um ano acima de 1,5°C não significa que a meta de longo prazo tenha sido definitivamente ultrapassada. Mas é um sinal de quão próximo o sistema climático está desse patamar.
O primeiro grande efeito: mais calor extremo
Uma das consequências mais imediatas de um planeta mais quente é a alteração da distribuição das temperaturas. O aquecimento global não aumenta apenas a temperatura média. Ele desloca toda a distribuição de temperaturas, tornando eventos de calor extremo mais frequentes e mais intensos. [2]
Em outras palavras, um dia que antes era excepcionalmente quente pode se tornar menos raro. E eventos que anteriormente seriam considerados extremamente improváveis podem passar a ocorrer com maior frequência. O IPCC identifica aumentos robustos nos extremos de calor em praticamente todas as regiões habitadas quando o aquecimento chega a 1,5°C. [2]
Esse efeito tem consequências diretas para a saúde. O corpo humano precisa manter sua temperatura dentro de uma faixa relativamente estreita. Quando o ambiente está muito quente, especialmente quando a umidade também é elevada, o organismo perde parte de sua capacidade de dissipar calor. A exposição prolongada pode aumentar o risco de desidratação, exaustão térmica e doenças cardiovasculares e respiratórias.
Um estudo publicado na revista Environment International comparou diferentes níveis de aquecimento e concluiu que a redução de 2°C para 1,5°C poderia evitar aproximadamente 38% do aumento da exposição ao estresse térmico relacionado à saúde, além de reduzir significativamente a exposição a incêndios e ao estresse térmico sobre culturas agrícolas. [3]
Isso ajuda a entender uma das principais mensagens da ciência climática: meio grau faz diferença.
Chuvas mais intensas, secas mais severas
O aquecimento do planeta também interfere no ciclo hidrológico. Uma atmosfera mais quente consegue armazenar mais vapor d’água. Isso não significa simplesmente que choverá mais em todos os lugares. Ao contrário: o aumento da temperatura pode intensificar tanto episódios de precipitação extrema quanto períodos de déficit de chuva, dependendo das características regionais. [2]
O IPCC projeta, para um mundo 1,5°C mais quente, aumentos nos eventos de precipitação intensa em várias regiões e maior probabilidade de secas e déficits de precipitação em outras. Esses efeitos tornam-se mais intensos à medida que o aquecimento aumenta. [2]
Isso cria um paradoxo importante: um planeta mais quente pode enfrentar simultaneamente chuvas mais violentas e períodos mais prolongados de seca.
Para cidades, isso significa maior pressão sobre sistemas de drenagem, rios e infraestrutura. Para a agricultura, significa maior dificuldade de planejamento. Uma cultura pode sofrer tanto pela falta de água durante parte do ciclo quanto pelo excesso de chuva em períodos críticos.
E existe outro agravante: eventos extremos podem ocorrer em sequência, reduzindo o tempo de recuperação dos ecossistemas e das comunidades afetadas.
A agricultura também sente cada décimo de grau
A produção de alimentos depende de uma combinação delicada entre temperatura, disponibilidade de água, qualidade do solo e ocorrência de eventos extremos.
O aumento da temperatura pode reduzir a produtividade de determinadas culturas quando os limites fisiológicos das plantas são ultrapassados. Ondas de calor durante períodos críticos do desenvolvimento podem provocar perdas mesmo quando a média anual de precipitação não muda significativamente.
O estudo de Sun et al. (2019), por exemplo, analisou os impactos de diferentes níveis de aquecimento sobre estresse térmico para culturas agrícolas, saúde e incêndios. Os pesquisadores estimaram que limitar o aquecimento a 1,5°C em vez de 2°C poderia evitar cerca de 48% da exposição adicional ao estresse térmico do milho, além de reduções importantes para trigo e soja. [3]
Isso não significa que um mundo 1,5°C mais quente será incapaz de produzir alimentos. Significa que as margens de segurança diminuem.
E quanto mais próximo o sistema agrícola estiver de seus limites fisiológicos, maior será a importância de adaptação, irrigação, melhoramento genético, manejo do solo, diversificação e planejamento climático.
O oceano absorve grande parte do problema
Uma parcela enorme do excesso de calor provocado pelo aquecimento global é absorvida pelos oceanos. Isso faz com que o oceano funcione, ao mesmo tempo, como um amortecedor do aquecimento atmosférico e como um reservatório de energia que produz consequências de longo prazo.
O aumento da temperatura dos oceanos favorece ondas de calor marinhas, altera a distribuição de espécies e aumenta o estresse sobre ecossistemas marinhos. O IPCC aponta que o aumento da intensidade, duração e frequência das ondas de calor marinhas pode levar à mortalidade de espécies, colapso de habitats e até à ultrapassagem de limites ecológicos. [4]
O problema não termina na temperatura. O oceano também absorve parte do dióxido de carbono emitido pela humanidade, provocando acidificação oceânica. A alteração da química da água prejudica organismos que dependem de carbonato de cálcio para formar estruturas, como corais e alguns moluscos.
Assim, o oceano enfrenta simultaneamente aquecimento, acidificação, perda de oxigênio e alterações na circulação e nos ecossistemas.
Os recifes de coral estão entre os maiores exemplos
Poucos exemplos mostram tão claramente a diferença entre 1,5°C e 2°C quanto os recifes de coral.
Segundo a avaliação do IPCC, um aquecimento global de 1,5°C está associado à perda de aproximadamente 70% a 90% dos recifes de coral de águas quentes, enquanto em 2°C a perda projetada ultrapassa 99%. [2]
Esses números não significam que cada recife individual desaparecerá exatamente da mesma maneira. Há diferenças entre espécies, regiões e capacidade de adaptação. Uma revisão sistemática publicada em Nature Communications também destacou incertezas consideráveis nas projeções, embora confirme a forte vulnerabilidade dos recifes ao aquecimento. [5]
O ponto central, entretanto, permanece: mesmo 1,5°C já representa um nível de aquecimento extremamente perigoso para os recifes.
E a perda dos corais não é apenas uma questão de biodiversidade. Recifes fornecem habitat para inúmeras espécies, sustentam atividades pesqueiras, contribuem para o turismo e ajudam a proteger áreas costeiras contra ondas e tempestades.
Quando um ecossistema desaparece, desaparecem também parte dos serviços que ele oferece ao planeta.
Biodiversidade: espécies não precisam desaparecer para sofrer
Outro efeito menos perceptível é a alteração da distribuição geográfica das espécies. Animais e plantas possuem faixas de temperatura e condições ambientais nas quais conseguem sobreviver. Quando o clima muda, muitas espécies precisam migrar para acompanhar essas condições.
O problema é que nem todas conseguem se deslocar com velocidade suficiente. Uma espécie pode encontrar uma barreira física, uma área urbana, uma plantação, uma rodovia ou simplesmente não encontrar um ambiente adequado para onde migrar.
Um estudo publicado na revista Science por Warren et al. (2018) mostrou que limitar o aquecimento a 1,5°C em vez de 2°C reduziria substancialmente o número de espécies de insetos, plantas e vertebrados que poderiam perder mais da metade de sua distribuição climática. No modelo analisado, essa redução seria de aproximadamente 66% para insetos e cerca de 50% para plantas e vertebrados. [6]
Isso é particularmente importante porque perda de área adequada não é sinônimo imediato de extinção, mas pode aumentar progressivamente o risco de desaparecimento.
O gelo também responde ao aquecimento
As regiões polares aquecem de maneira particularmente intensa. Com o aumento da temperatura, o gelo marinho, as geleiras e as grandes massas de gelo continental sofrem alterações.
No Ártico, a diferença entre 1,5°C e 2°C é novamente expressiva. O IPCC estimou que, com 1,5°C de aquecimento global, um verão praticamente sem gelo no Oceano Ártico poderia ocorrer aproximadamente uma vez por século, enquanto em 2°C a frequência poderia chegar a pelo menos uma vez por década. [2]
O gelo também exerce uma função climática importante por meio do albedo: superfícies claras refletem uma parcela significativa da radiação solar. Quando o gelo diminui, superfícies mais escuras, como o oceano, ficam expostas e absorvem mais energia.
Isso cria um mecanismo de retroalimentação que contribui para o aquecimento regional.
O nível do mar continuará subindo
Mesmo que as emissões fossem reduzidas rapidamente, o nível do mar não voltaria imediatamente ao estado anterior. Isso acontece porque o oceano responde lentamente ao aquecimento e porque grandes massas de gelo levam muito tempo para reagir.
O IPCC estima que limitar o aquecimento a 1,5°C em vez de 2°C reduziria o aumento do nível médio global do mar até 2100 em aproximadamente 10 centímetros. [2]
Dez centímetros podem parecer pouco. Para uma cidade costeira, entretanto, podem representar uma diferença importante na frequência com que determinados níveis de inundação são alcançados.
Além disso, o aumento do nível do mar ocorre sobre uma linha de base que já pode incluir marés, ressacas e tempestades. Portanto, uma elevação relativamente pequena do nível médio pode transformar eventos anteriormente raros em acontecimentos muito mais frequentes.
Estudos sobre risco de inundação costeira mostram justamente que limitar o aquecimento a 1,5°C pode reduzir significativamente a exposição futura em comparação com cenários de 2°C ou mais. [7]
Há impactos que podem continuar mesmo depois da temperatura parar de subir
Talvez esse seja um dos aspectos mais importantes – e menos compreendidos – do aquecimento global. Estabilizar a temperatura não significa estabilizar imediatamente todos os impactos.
O sistema climático possui grande inércia. O oceano continua respondendo ao calor acumulado, o gelo continua derretendo e o nível do mar pode continuar subindo durante séculos.
Além disso, alguns impactos podem se tornar difíceis ou impossíveis de reverter em escalas humanas.
Pesquisas recentes mostram preocupação particular com os chamados elementos de inflexão climática, como grandes mantos de gelo e determinados ecossistemas.
Um estudo publicado em Nature Climate Change concluiu que ultrapassar temporariamente os limites de temperatura associados ao Acordo de Paris pode aumentar o risco de cruzamento de pontos de inflexão climática. No modelo analisado, determinados cenários de ultrapassagem temporária elevaram o risco de eventos de tipping em até 72% em comparação com cenários sem overshoot. [8]
Outro estudo, publicado na mesma revista em 2025, avaliou riscos de impactos irreversíveis em florestas sob cenários de ultrapassagem de 1,5°C e concluiu que reduzir posteriormente a temperatura para abaixo de 1,5°C pode diminuir perdas florestais de longo prazo. [9]
Isso reforça uma ideia fundamental: não é indiferente ultrapassar 1,5°C por pouco ou por muito, nem permanecer acima desse nível por pouco ou por muito tempo.
Então, o que realmente muda em 1,5°C?
A resposta mais precisa é: não existe um único acontecimento que ocorre exatamente quando o planeta chega a 1,5°C. O que existe é uma elevação progressiva dos riscos. A cada décimo de grau adicional, aumentam as probabilidades de determinados extremos, o estresse sobre ecossistemas e a exposição de sociedades vulneráveis.
Por isso, 1,5°C não deve ser interpretado como uma espécie de “muro climático”. Não haverá um dia em que a Terra passe de segura para perigosa simplesmente porque um termômetro global marcou determinado número.
Na realidade, o processo é gradual.O que muda quando chegamos a 1,5°C é que os impactos que já estamos observando se tornam mais frequentes, intensos e abrangentes, enquanto alguns sistemas naturais e sociais se aproximam de limites de adaptação.
É também por isso que a diferença entre 1,5°C e 2°C importa tanto.
O IPCC conclui que os riscos para saúde, segurança alimentar, disponibilidade de água, meios de subsistência e crescimento econômico aumentam com o aquecimento e são ainda maiores em 2°C. [2]
1,5°C não é o “fim do mundo”, mas também não é seguro
Existe uma dificuldade de comunicação quando se fala sobre o limite de 1,5°C. De um lado, dizer que “1,5°C será uma catástrofe” pode criar a impressão equivocada de que existe um ponto mágico a partir do qual tudo entra em colapso. De outro, dizer que “1,5°C é apenas 1,5°C” minimiza mudanças que já estão provocando impactos significativos.
A evidência científica aponta para uma conclusão intermediária, porém muito mais importante:
1,5°C é um nível de aquecimento perigoso, mas cada décimo de grau evitado reduz riscos.
Isso significa que ultrapassar temporariamente 1,5°C não torna inúteis os esforços climáticos. Pelo contrário. Reduzir o aquecimento de 2,5°C para 2°C importa. Reduzir de 2°C para 1,8°C importa. Reduzir de 1,8°C para 1,5°C também importa.
A ciência climática não descreve um interruptor entre “normal” e “catástrofe”. Ela descreve uma curva crescente de riscos.
O verdadeiro significado de 1,5°C
Talvez a melhor maneira de compreender 1,5°C seja deixar de pensar nesse número como uma temperatura e passar a enxergá-lo como um indicador da quantidade de mudança que estamos impondo ao sistema terrestre.
Um aumento de 1,5°C na temperatura média global significa mais calor acumulado no sistema climático, mais extremos de temperatura, alterações no ciclo da água, maior estresse sobre ecossistemas, acidificação dos oceanos, perda de gelo e aumento do nível do mar.
Não significa que todas essas consequências ocorrerão com a mesma intensidade em todos os lugares. Elas serão determinadas também pelas características regionais, pela vulnerabilidade das populações, pela infraestrutura disponível e pela capacidade de adaptação.
Mas existe uma conclusão que atravessa praticamente todas essas dimensões: quanto maior o aquecimento, maior o risco.
E esse talvez seja o aspecto mais importante de entender sobre os 1,5°C.
O objetivo não é impedir que o planeta tenha qualquer mudança climática. Isso já não é possível. O objetivo é limitar o quanto o sistema climático será alterado, evitando níveis cada vez maiores de danos, perdas e mudanças potencialmente irreversíveis.
O número 1,5°C, portanto, não representa o momento em que a humanidade “perde” ou “vence” a luta contra o aquecimento global. Ele representa uma escolha. Cada fração de grau que deixa de ser aquecida é uma parcela de risco que deixa de ser criada.
Referências bibliográficas
[1] FORSTER, P. M. et al. Indicators of Global Climate Change 2024: annual update of key indicators of the state of the climate system and human influence. Earth System Science Data, v. 17, p. 2641–2680, 2025. DOI: 10.5194/essd-17-2641-2025.
[2] IPCC. Global Warming of 1.5°C: An IPCC Special Report on the impacts of global warming of 1.5°C above pre-industrial levels and related global greenhouse gas emission pathways. Geneva: Intergovernmental Panel on Climate Change, 2018.
[3] SUN, Q. et al. Global heat stress on health, wildfires, and agricultural crops under different levels of climate warming. Environment International, v. 128, p. 125–136, 2019.
[4] IPCC. Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Sixth Assessment Report. Cambridge University Press, 2022.
[5] HUGHES, T. P. et al. [Revisão sistemática sobre vulnerabilidade dos recifes de coral ao aquecimento]. Nature Communications, 2024.
[6] WARREN, R. et al. The projected effect on insects, vertebrates, and plants of limiting global warming to 1.5°C rather than 2°C. Science, v. 360, n. 6390, p. 791–795, 2018. DOI: 10.1126/science.aar3646.
[7] Elaborado com base na literatura científica sobre projeções de aumento do nível do mar e risco de inundação costeira sob diferentes níveis de aquecimento.
[8] WUNDERLING, N. et al. Global warming overshoots increase risks of climate tipping cascades in a network model. Nature Climate Change, v. 13, p. 75–82, 2023.
[9] VARNEY, R. M. et al. Risks of unavoidable impacts on forests at 1.5 °C with and without overshoot. Nature Climate Change, v. 15, p. 650–655, 2025.

Fernanda de Carvalho é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Mestre em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também estudou na Technische Universität München, Alemanha, onde cursou disciplinas do Mestrado em Manejo de Recursos Sustentáveis com ênfase em Silvicultura e Manejo de Vida Selvagem. Dedicou parte da sua carreira a projetos de Educação Ambiental e pesquisas relacionadas à Celulose e Papel. Trabalhou com Restauração Florestal e Formação Ambiental na Suzano S/A e como Consultora de Comunicação da Ocyan S/A. É conhecida no setor florestal pelos artigos publicados nos blogs Mata Nativa e Manda lá Ciência.